Você persiste ou desiste?

Existem inúmeras oportunidades no nosso dia a dia para persistir ou para desistir. No momento da decisão, a diferença entre um e outro pode não parecer importante.

Veja as próprias palavras. Entre DEsistir e PERsistir existe uma diferença aparentemente pequena. Eles têm muito em comum, a letra E e “sistir”. Persistir tem apenas uma letra a mais e uma letra diferente.

No momento em que você precisa definir se vai desistir ou persistir pode parecer que a diferença para sua vida entre um e outro seja pequena. Talvez te pareça mais fácil desistir, afinal, “tem uma letra a menos para escrever”.

Qual preço você prefere pagar?

Mas considere o seguinte: quando você escreve “desistir”, vai precisar escrever quase que o mesmo número de letras que se escrever “persistir””. Semelhantemente, o esforço exigido para vivênciar a persistência e a desistência são semelhantes. Ambos exigem esforços. Pagamos um preço por ambos.

Há muitos anos li o livro “It’s Easier to Succeed than to Fail” (É mais fácil ser bem sucedido do que falhar) do Cathy Samuel Truett, o dono de uma rede de lojas fast-food dos EUA chamado Chick-Fil-A. Segundo o autor é muito mais fácil acertar e ter sucesso na primeira tentativa do que falhar, pois quem falha tem que repetir aquele esforço todo mais tarde para alcançar a sua meta.

Desistir não nos aproxima das nossas metas e portanto nos custa pessoalmente. Abala a nossa confiança, a fé na nossa capacidade e a nossa esperança.

Desistir, em geral, não é uma opção que leva a um resultado que nos satisfaça. Desistir não resolve os nossos problemas. Desistir, na melhor das hipóteses, é eliminar um caminho que não funciona para buscar uma outra opção.

Mas como você vai saber se este caminho vai te servir, se você não segue ele até o final? Como avaliar no meio do caminho se o esforço está sendo bem direcionado?

 

Superando desafios na prática:

 

Decidindo persistir ou desistir – algumas coisas para ter em mente:

1. Tenha critérios para avaliar se você deve persistir ou desistir

Winston Churchill que liderou a Inglaterra na Segunda Guerra Mundial, por ocasião de sua visita à universidade onde tinha estudado, disse assim (tradução minha):

“Nunca se entregue. Nunca se entregue. Nunca, nunca, nunca se entregue – em nada, grande ou pequeno… nunca se entregue exceto à convicções de honra e bom senso.”
Winston Churchill

Winston Churchill nos dá alguns parâmetros para avaliar se vale a pena persistir. Podemos nos perguntar: É um esforço por uma causa que tenha real valor, é algo honroso? Você terá orgulho em contar aos seus netos que você insistiu nesta tarefa?

E simplesmente: É sensato? Existe razão para acreditar que os seus esforços trarão bons resultados para alguém?

Portanto, se o que você está querendo fazer faz sentido e tem potencial para tornar-se uma boa história para ser contada aos seus netos – vá em frente, persista!

2. Muito cuidado com as “boas razões” para desistir

Ao avaliar a possibilidade de persistir ou desistir é bom ter cuidado com as racionalizações, isto é, as desculpas disfarçadas de razões, que surgem na nossa cabeça, quando estamos com medo de fazer algo ou com preguiça de continuar.

Me parece que frequentemente, o que vale a pena fazer é bem mais complexo, exige mais esforço, determinação e dedicação do que inicialmente avaliamos. Isto não é algo ruim. Aquilo que exige de nós mais do que achamos que alcançamos ou que nos seja possível; nos faz crescer.

E crescer envolve aprender a continuar até atingir a meta.

3. Observa a mudança de comportamento e hábitos exigidos para persistir

A minha mãe que sempre trabalhou na área da educação, me contou que teve contato com o professor que analisou o estudo de PISA , um teste aplicado a estudantes de escolas em muitos países, que concluiu que as escolas finlandesas são os melhores do mundo.

Ele disse que tentou entender qual seria o fator que fazia com que as crianças finlandesas tivessem um melhor desempenho do que os alunos dos países que chegaram em segundo, terceiro ou quarto lugar.

Analisando os testes, ele observou que as crianças finlandesas fizeram algo diferente. Mesmo não sabendo a resposta por completa à questão, eles sempre respondiam algo. Não deixavam em branco. Persistiam.

A mudança de comportamento, que vai fazer com que você tenha um resultado excelente, não necessariamente é uma mudança muito radical. Uma pequena mudança, um hábito diário, podem fazer grande diferença ao longo do tempo.

4. Decidiu persistir? Vá além das tentativas e destrua as pontes atrás de você

Uma vez decidindo que a sua meta vale a pena – tome uma decisão de fazer tudo que você pode fazer, durante o tempo que for preciso, até alcançar o alvo. Entregue-se por completo. Elimine as possibilidades de optar por um caminho mais fácil.

Isto pode significar fazer uma promessa pública, vender algo antes de criá-lo, comprometer-se ao ponto de não poder desistir.

Deixe de “tentar”. As pessoas que resolvem problemas fazem muito mais do que “tentar”. Tentativa não é a mesma coisa que determinação, para continuar no jogo até ganhar (mudando a estratégia quando necessário).

Tenha a expectativa de que qualquer coisa que você se propõe a fazer vai exigir 10 vezes mais trabalho, tempo e esforço do que você inicialmente imaginou.  Não tente, faça o que for preciso.

Existe um ditado que diz que:

“Os interessados fazem o que for conveniente.
Os determinados fazem o que for preciso.”
Autor desconhecido

Se você está determinado a perseverar, decida dar tudo de você para que você obtenha os resultados que almeja.

Espero que isto possa te ajudar a avaliar as suas metas e tomar uma decisão. Eu gostaria de saber se você decidiu persistir em fazer e o que pretende fazer esta semana para chegar um passo mais perto de sua meta. Deixe seu comentário abaixo!

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