Ouse fazer o impossível

O que você faria se não soubesse que é impossível?

Você já se fez essa pergunta? De que forma a sua vida seria diferente, se você prestasse menos honras ao que é considerado viável e sensato e ousasse mais?

Nós nos acostumamos a aceitar a censura dos outros e nossas próprias dúvidas a respeito do que gostaríamos de fazer. Por falta de oxigenação, muitas ideias morrem antes de terem tido uma chance para se provar possível.

Minha vida muito louca

Eu tinha por volta de 17 anos quando eu soube que no Brasil havia crianças que dormiam na rua, entregues a própria sorte. Eu morava com meus pais na Finlândia, estudava, enfim, levava uma vida muito comum. Meus pais esperavam que eu me formasse com boas notas, fizesse faculdade e conseguisse um bom emprego.

Eu passei a carregar uma inquietação a respeito da situação das crianças de rua no Brasil. Eu me sentia chamada a fazer algo a respeito. Tive a convicção de que de alguma forma eu deveria ir para o Rio de Janeiro no Brasil.

Comecei a pesquisar organizações que trabalhassem com crianças de rua. Conversei com amigos. Não tive nenhuma resposta animadora.

Parecia impossível poder conhecer o trabalho com crianças de rua, sem ter uma formação ou se comprometer por vários anos.

Recebi o conselho de deixar essa ideia fixa para lá.

Todas as coisas cooperam para o bem…

Minha fé pessoalmente é que Deus dirige tudo conforme seus planos.

Em alguns meses, fiquei sabendo de uma pessoa que estava visitando a Finlândia para levantar fundos para iniciar um trabalho com crianças de rua no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro. Conheci a pessoa e fui convidada a conhecer o trabalho.

O impossível aconteceu

No dia 8 de janeiro 1993, cheguei ao aeroporto Tom Jobim no Rio de Janeiro para passar 3 meses como voluntária no trabalho com crianças de rua.

Depois de 1 mês e meio enviei um fax, perguntando se a minha igreja, que tinha financiado a minha viagem, poderia arcar com o custo para que eu pudesse ficar um ano em vez de 3 meses. Se o fax fosse enviado duas horas antes teria sido impossível.  Mas exatamente duas horas antes, uma organização ligou para a igreja, dizendo que eles tinham feito uma arrecadação para ser usada em um trabalho com crianças de rua no Brasil e queriam saber se seria possível doar o dinheiro para a jovem que a igreja tinha enviado, auxiliando no trabalho na qual ela estava envolvida.

Mais um desafio improvável

Depois de 16 meses no Brasil, voltei para Finlândia, com a notícia que eu iria prestar o vestibular no Brasil e continuar o trabalho lá enquanto me formava.

Era mais do que insensato pensar que eu, tendo aprendido o português há tão pouco tempo e nunca tendo tido contato antes com a história, geografia e literatura brasileira ou com química e física, na profundidade que era esperado no vestibular,  teria chance de passar numa faculdade pública no Brasil.

No entanto, em janeiro de 1995 passei em 38o lugar para psicologia na UERJ. Os veteranos, que davam trote nos novatos, me perguntaram como eu tinha passado e me olharam desconfiados.

É bom dizer que fiz pré-vestibular intensivo, tive aulas particulares de física e química com um professor voluntário e estudei mais do que jamais tinha estudado na minha vida, durante aqueles 6 meses anteriores. Se não, poderia parecer marmelada de tão improvável.

Foi assim que se tornou possível estudar e continuar trabalhando no abrigo para crianças, nos 12 anos que eu passei engajada nisso. Mas isso é história para outro dia.

Nesta história, bem pouco previsível e provável ou até mesmo convencionalmente considerado sensato. Certamente não seria considerado viável. Mas foi possível.

Voltamos à pergunta:

O que você faria se não soubesse que é impossível?

O que você faria se não soubesse que é impossível?

Qual é o desejo, o sonho improvável que você carrega?

Vamos considerar, que praticamente toda pessoa que de alguma forma levou a humanidade a progredir, foi considerada tola e insensata, por alguns, por tentar. No entanto, tudo que o homem (ou a mulher) criou, existiu primeiro apenas como um pensamento, um sonho, uma ideia.  Não despreze os seus sonhos, principalmente os “impossíveis”.

Um exemplo

Quando escrevo isso, acabamos de celebrar a Páscoa. Será que há algo mais impossível do que um morto ressuscitar? Ou uma pessoa querer dar sua vida por amor para quem o rejeita? Se você, como eu, acredita que Jesus vive e veio entregar sua vida por nós, para termos acesso à Deus, então sua mente já está treinada para desafiar a concepção de impossível.

Mas mesmo que não compartilhe comigo desta fé, quero desafiar você a rever o que você tem considerado impossível. Como diz o ditado, atribuído ao Corpo de Engenheiros da Marinha americana na Segunda Guerra Mundial:

“Com corações dispostos e mãos habilidosas, o difícil fazemos logo, o impossível demora um pouco mais”

O que você vai fazer hoje, para desafiar os limites que a sua mente lhe impõe quanto ao que é possível? Vamos ver como…

Superando desafios na prática:

Como fazer o impossível em 3 passos simples:  😉

 1. Acredite

Como já disse Henry Ford:

“Se você pensa que pode ou se você pensa que não pode, de qualquer forma, você tem toda razão.”

Impossível mesmo, é investir a energia e o esforço necessário para ser bem-sucedido no que você se propõe, se você não acreditar que pode.

2. Tenha um porquê que seja maior do que você

Todo sonho pelo qual vale a pena lutar é maior do que você. Se o seu sonho só importa para você e não fará diferença para mais ninguém, quando as coisas ficarem difíceis você não encontrará razões para continuar.

Por quem ou por que causa você vai lutar e persistir?

3. Pague o preço

Pode parecer simples, mas ninguém disse que seria fácil. Você está pronto para pagar o preço para realizar o seu sonho? Pode ser que custe tudo o que você tenha.

Inclusive toda sua coragem.

Naturalmente, nada disso é nem simples e nem fácil mas, o que importa é que é possível pensar além do que é considerado provável ou que algumas pessoas acham possível.

Não enterre os seus sonhos. Permita que eles ressuscitem.

O que de impossível você vai fazer hoje?

Contei a minha história. Agora conte a sua experiência de fazer o impossível.

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