Posso fazer o que eu quero?

Algum tempo atrás  recebi esta pergunta de uma leitora que é mãe. Pelo o que eu entendi a preocupação por trás da pergunta foi de achar que, se ela escolhesse fazer o que desejava fazer, seria de alguma forma um sinal de egoísmo e até negligência com a família.  Apesar de querer logo responder – “Mas é claro que você pode!” Mas com tão poucas informações a respeito do que se tratava, achei melhor pensar em alguns dos fatores que podemos considerar ao avaliar se é a hora certa de realizar um desejo.

Decisões do dia a dia

Pense por exemplo em como você faz o cardápio da semana. O que você leva em consideração para definir o que vai servir? Mesmo que não necessariamente conscientemente, várias perguntas passam pela minha mente nesta hora: Quem vai estar presente? O que tem em casa? Preciso comprar algo? Que legumes e frutas estão em época? Está quente ou frio lá fora? Quais são os gostos e desgostos de cada um? Quais são as necessidades de cada um? Porquê comemos? O que eu gostaria de experimentar?

O peso das escolhas

Tenho consciência que as minhas decisões influenciam todas as pessoas da família e podem contribuir para solucionar ou para criar problemas imediatamente ou daqui há vários anos. Teoricamente seria possível ficar preso numa dúvida cruel sobre qual seria a melhor escolha.

Qual é a pergunta mais importante?

Mas aparentemente não tenho muitas dificuldades para tomar decisões nesta área. Mesmo que estas perguntas estejam presentes, consciente ou inconscientemente,  a minha opinião será mais influenciada por uma única, a pergunta mais fundamental: “Por que comemos? E por que vamos fazer isto novamente hoje?” A minha resposta preponderante é: para nutrir o corpo, para termos energia e saúde para este dia e para muito tempo para frente.

Encontrando o mapa

Na verdade muitas das nossas decisões são simplificadas se encontrarmos aquela pergunta básica. Quando você dá uma resposta, mesmo que tentativa à ela, os dilemas tendem a se dissolver.

Eu não preciso me perguntar se vou servir gelatina no café da manhã. Não que não agradaria meus filhos, mas por que desconfio que não oferece muitas vantagens nutricionais. Isso significa que não existe lugar algum para gelatina na minha vida? Pessoalmente não sentiria muita falta se não existisse mas, existe sim: aniversários, sobremesas ocasionais,… Mas existe bem mais espaço para legumes, frutas, grãos integrais, etc…

A minha resposta à pergunta fundamental faz com que, o que parecia ser um campo aberto com milhares de escolhas possíveis, agora é um mapa com apenas alguns caminhos viáveis.

Será que é a hora?

Quando você está tentando chegar à uma conclusão sobre o que fazer, o mais importante é encontrar as perguntas fundamentais. O seu desejo pode ser inteiramente legítimo mas, se não estiver alinhado com as suas respostas às perguntas fundamentais, talvez não esteja na hora certa para este prato.

Vamos pensar em algumas perguntas que talvez se aproximem às suas perguntas fundamentais, e que possam ajudar a  decidir se o que você quer fazer faz sentido.

Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.
Salmos 90:12

Superando desafios na prática:

7 Perguntas fundamentais para facilitar as suas decisões:

1. Para que você existe?  Quais sãos os seus papeis mais importantes?  Quais são as suas prioridades?

São perguntas que podem assustar. Tente assim mesmo respondê-las.  Você pode voltar e refinar as respostas mais tarde se quiser.

2. À que propósito isto serve? Qual é a sua motivação?

Isto se refere ao que você deseja fazer. A questão é qual será o resultado final à que isto vai servir e por que você deseja fazer isto.

3. Como isto vai influenciar as pessoas mais importantes na sua vida à curto e à longo prazo?

Às vezes o efeito imediato não é agradável, mas os resultados à longo prazo são tão impactantes que os esforços e sacrifícios agora valem a pena.

4. Como isto se relaciona com as suas responsabilidades em geral?

O seu desejo brinca bem com as suas outras responsabilidades? Como um influencia o outro?

5. Isto está alinhado com as metas que tenha estabelecido em conjunto com seu esposo/sua esposa?

Quando você divide a vida com alguém, nem tudo é feito em conjunto, mas tudo influencia o outro de uma maneira ou de outra. Atividades individuais podem ser muito benéficas para o casal e podem contribuir para os planos conjuntos , ou não…

6. Como vai influenciar você e quem você está se tornando?

Nós estamos em um processo de mudança constante. Tudo que você faz influencia você e quem você será amanhã. Nada é inócuo. Você, como ser humano, tem uma capacidade limitada para agir, ingerir informações, etc. Afinal, algum dia isso tudo acaba. Como você utiliza a sua energia e atenção define você e quem você será amanhã.

7. Este é a melhor época da sua vida para isso?

Somos ansiosos e estamos acostumados à achar que tudo precisa acontecer imediatamente. Mas tão pouco é interessante comer todas as refeições do dia logo pela manhã, quanto é sensato querer fazer com que tudo que queremos realizar na vida aconteça de uma só vez.

(Que o Senhor) “Conceda-te o desejo do teu coração e leve a efeito todos os teus planos.”
Salmos 20:4

Eu espero que alguma destas perguntas tenha lhe ajudado a ter mais clareza a respeito das suas escolhas. Deixe um comentário abaixo contando qual foi a sua decisão.

 


 

PS.

Quando você pondera estas questões, pode ser que você tenha dúvidas e queira conversar com alguém. Está chegando o workshop “Navegar é preciso” , um momento para conversar sobre isto e muito mais assuntos relacionados à desenhar um plano para a vida e para o momento em que você se encontra atualmente.

O workshop presencial será realizado num ambiente aconchegante onde terá momentos para reflexão individual, conversas em grupos pequenos, dinâmicas e exercícios que visam ajudar você a identificar os seus valores e prioridades e criar o seu plano de ação.

Caso queira ser avisado quando e onde será realizado visite a página aqui e deixe seu nome e e-mail.

Comentários
Recent Posts